20 janeiro 2012

Descobrindo maquiagem

A maioria das meninas, principalmente hoje em dia, acaba descobrindo a maquiagem bem nova, lá pelos seus 12 - 13 anos. Eu, descobri aos 35 - 36 anos.  Maquiagem pra mim era batom. Esse sim eu não saía de casa sem, de jeito nenhum (até hoje não saio sem, nem pra ir no mercado da esquina). Sempre me achei muito pálida e por isso precisava de uma corzinha. Pra não dizer que nunca usei nada mais que um batom, até tinha algumas sobras, um lápis de olho e um de boca e um rímel  máscara (sou das antigas, não consigo parar de chamar de rímel) e um blush que eu usava para alguma ocasião especial (mais provavelmente uma balada à noite).

Mas eis que a uns dois anos trás, eu comecei a ler uns blogs de meninas novinhas, novinhas, que hoje praticamente ganham a vida como blogueiras (e eu morro de inveja, admito. Ah se eu soubesse blogar à uns 10 - 15 anos atras...). E aí comecei a me interessar mais e também a entender que a gente não precisa esperar acabar uma máscara pra comprar outra. Que a gente pode ter várias, uma pra cada ocasião. A mesma coisa vale pra blush, bases, lápis e tudo mais.

Mas porque esse interesse repentino à essa altura do campeonato? Porque justamente, foi quando comecei a reparar em cada defeito do meu rosto. Por exemplo, nunca tinha notado que meus cílios são tão loiros na ponta que quase nem aparecem. Reparei que eu sempre tinha um olhar cansado. Minhas olheiras também começaram a me incomodar bastante e à contribuir pra essa cara de cansada 24/7. Aprendi que, usando o tal curvex e uma máscara, o olho fica mais aberto, mais alegre. Hoje em dia, praticamente não saio de casa sem uma máscara (que eu ainda quero chamar de rímel!)

Mas aí que existem mil blogs, canais do You Tube e tudo que se possa imaginar a respeito de como passar maquiagem. Mas essas meninas tem 20 e poucos anos. Quase nada de rugas e provavelmente muito tempo sobrando. Quero falar um pouco das minhas descobertas nessa área, pra gente que já ta assim, na crise da meia idade e que não tem tempo pra ficar passando 2345 produtos de manhã, antes de ir trabalhar.

Para esse post não ficar muito grande, vou encerrar aqui.  Logo logo vou começar a postar sobre minhas descobertas. Claro que vou ter que começar com o rímel, quer dizer, máscara!

Por hoje vou lá, tirar a maquiagem e me preparar pra ir pra cama porque já são quase 9 pm de sexta feira!!! Ah que saudades de quando essa era a hora de começar a me arrumar, mesmo que quase sem maquiagem, pra ir pra uma balada...

05 janeiro 2012

Unhas de Natal e Ano Novo

Dessa vez são 3 manis de uma vez, todas as que eu usei durante os Holidays. Na verdade, a primeira foi uma semana antes, porque foi minha última semana de trabalho e eu já queria alguma coisa bem natalina. Infelizmente, não tirei nenhuma foto decente da segunda, que foi a que realmente eu passei o Natal. A única foto é de celular e com aqueles filtros de foto vintage. E vai demorar pra eu fazer outra daquelas... Ô, coisinha difícil!

Agora imagina eu indo trabalhar com essas unhas no Ambulatório de um Hospital Militar! Mas eles já estão acostumados com meu jeitinho por lá... só estranharam que o dourado era num dedo diferente em cada mão. Um em cada 3 pacientes reparava nisso e torcia o nariz; muito engraçado! Continuo olhando as fotos agora e amando.

A foto do meio foi a que eu usei no Natal, e as bolinhas são um pesadelo pra fazer. Ok, o problema deve ser comigo, porque muita gente por aí usa carimbo de unha inteira e dá derto, mas comigo não é bem assim... Chorei pra fazer. Porque depois que metade está feita, você não sabe se é pior continuar ou desistir. O floquinho de neve dos polegares foi brincadeira de criança. Não ficou perfeito, assim, do jeitinho que uma virginiana gosta... Mas mesmo assim, acho que minhas garrinhas nunca estiveram tão alegres, dava vontade de sorrir toda vez que eu olhava pra elas! =)



Depois do Natal, passei um esmalte escuro, meio vamp, pra combinar com o ambiente chupa-cabra onde eu estava, e também não tirei foto (a gente não fica muito empolgada com fotos e posts em ambientes chupa-cabra, o que também explica meu desaparecimentozinho de férias), mas me recusei a ficar sem esmalte, porque isso também é demais!

Mas aí é que começou o problema de verdade! Escolher a cor do esmalte do Ano Novo. Sempre piro com isso. Calcinha e esmalte. Este ano, resolvi investir em paz, amor e dinheiro. Calcinha (nova) branca, rosa nas mãos e amarelo nos pés (lembro que foto de pé é uma coisa desnecessária).

Escolhi um rosa com uma roupinha pastel, mas com alma radioativa. Deu pra entender? Tirei todas essas fotos tentando captar melhor a cor dele, mas acho que nenhuma saiu beeeeem igual. A melhorzinha é a primeira. Por cima, tasquei o glitter sensação do momento, o Disco Ball, da Impala. Não sou fã de glitter, mas estou bem feliz de ter comprado este! A segunda foto é a que melhor mostra o efeito dele.

Ah! Na terceira e quarta fotos, participações especiais das minhas filhas, Babi e Teka, respectivamente. #mãebabona


01 janeiro 2012

Unha da semana - made in USA #1

Eu não tenho a coordenação da Gi pra fazer minhas próprias unhas. Primeiro porque tenho muita cutícula. Sempre brinco que quando faço a unha emagreço 1 kg. Se eu mesma estou tirando as cutículas eu não sossego enquanto não ver a última pelinha no alicate. Acabo tirando mil bifes, do tipo que não consigo nem por a mão embaixo da água depois.  

Eu sei que não deveria tirar, já tentei todas as técnicas de creminhos, óleos etc. mas não adianta. Tenho muita cutícula e ela é muito seca então arrepia demais e seu não tiro com o alicate, tiro com a boca e aí sim, acabo me machucando. Fora que eu roía unhas até uns 12-13 anos e só parei quando uma prima mais velha (oi Dori) fez minha unha e me mostrou que com as unhas sempre feitas, eu não iria mais roer. Ponto pra ela porque nunca mais roí unha mesmo, mas são mais de 20 anos tirando cutícula, então agora não da mais pra parar. 

Aqui nos EUA é muito difícil achar manicure* decente. A maioria das mulheres usa unhas falsas e como tudo aqui pode gerar um bom processo caso se tire um bife, não se tira muito as cutículas. Claro que é mais saudável pra quem nunca tirou mas eu sofro pra fazer as manicures entender que no meu caso, é pra tirar tudo. Outra curiosidade é que numa sessão de manicure normal (sem ser aplicação de unha postiça), a parte referente a tirar cutícula dura uns 5-10 minutos. O resto de tempo é "desperdiçado" fazendo massagem na mão e braços. Eu chamo de desperdiçado porque não gosto. Já vou avisando de cara que não quero a massagem e é pra elas gastarem o tempo referente à ela tirando melhor minhas cutículas. Tudo isso que contei foi só pra dizer que a melhor manicure daqui não se compara nem com a pior daí. 

* meu corretor de texto quer trocar manicure por manicura mas eu me recuso! 

Outra coisa interessante é que 95% das manicures homens e mulheres, porque sim, aqui é comum achar os "manicuros"nos salões) são do Vietnam. Os salões são chamados nail spa porque só se faz as unhas nele. Às vezes elas fazem depilação também (sombrancelha e buço) e massagens. Os esmaltes ficam todos numa prateleira na parede e você escolhe a cor quando entra no salão. Não precisa marcar hora a não ser que você esteja indo com amigas e queiram fazer todas ao mesmo tempo. É o conceito de nail bar que vi que está chegando ao Brasil.

Precisei de quatro parágrafos pra finalmente chegar onde queria. Dizer que minhas fotos de unhas não serão lindas como as da Gi porque só faço unha no salão aqui e elas são mal feitas. Também não se usa da técnica de pintar e depois limpar com o palitinho e acetona. Aqui se pinta com cuidado pra não sujar os lados. Às vezes o serviço fica bom, noutras eles passam o esmalte tão longe da pele que fica um espaço horrível entre dedo e unha pintada. Noutras eles borram e não limpam muito bem. Também como roí muito a unha quando mais nova, minha mão não é bonita como a da Gi. 

Tinha visto essas fotos num blog de moda do Brasil e fiquei doida. Gi, vai treinando pra você fazer em mim quando eu for te visitar. 
(foto do www.garotasestupidas.com)

Mostrei a foto no salão e foi isso que saiu:



Aposto que se a Gi fizer, ficará mil vezes mellhor!

03 dezembro 2011

O Começo do Fim

   Nunca me preocupei com idade. Acho que porque todo mundo sempre achava que eu parecia mais nova e eu fui me acostumando com isso. A primeira vez foi aos 27 anos, na academia que eu frequentava quando fazia o doutorado em São Carlos. Um amigo meu de lá ficou surpreso quando falei minha idade porque ele achava que eu tinha uns 21 anos. 

Aí aqui nos USA, isso se tornou mais comum ainda. Aos 29 anos, era a única do grupo obrigada a mostrar identidade na porta de bares, ou na mesa de um bar quando eu pedia uma bebida alcoólica. Uma vez me pediram identidade num jantar no Olive Garden (mesma coisa que pedirem sua identidade se você pedir uma taça de vinho num almoço no Veneza).

 Outra vez foi na lojinha de conveniências de um hotel no Havaí. Eu já tinha 34 e depois de ficar 20 minutos na fila pra pagar uma mísera garrafinha long neck de cerveja, tive que sair de lá com as mãos abanando porque a moça do caixa não me deixou levar sem mostrar a identidade e eu só tinha o cartão de crédito na mão. Não que ela achasse que eu tinha menos de 21 (idade mínima para se consumir bebidas alcoólicas aqui na terra do Tio Sam), mas ela me explicou que se o cliente tivesse cara de menos de 30, ela só poderia vender com ID. Comecei a achar graça, e é claro, gostar disso. O que eu não reparei, é que desde a primeira vez que fiquei sabendo que eu tinha cara de bem mais nova, se passaram 10 anos!

Esse ano, no auge dos meus 36 anos, o marido passou duas semanas fora, entre China e Holanda.  Começamos a usar Skype para nos comunicarmos e quando me vi na câmera notei que meu rosto estava caindo! Durante as duas semanas eu não conseguia olhar minha imagem na câmera e não ficar esticando tudo (e o marido do outro lado, se matando de rir e pedindo pra eu parar com isso). Aí notei os parênteses do lado da boca, e isso virou obsessão. Dali pra cá, a coisa só piorou e deu-se início a minha crise da meia idade...






01 dezembro 2011

Unhas da Semana #1


                   Não, esse não vai ser um blog de esmaltes. Mas sim, eu sou uma viciada em esmaltes! Amo vidrinhos coloridos, faço minhas próprias unhas e adoro olhar para elas, o que significa que vcs vão ter, sim, que olhar também!
                   Comecei a fazer minhas unhas há um pouquinho mais de um ano, depois de uma crise de manicures decentes, numa daquelas resoluções de despeito: “se for pra ficar assim, eu mesma faço!” Ficou melhor. E melhora a cada semana. Na época do furacão de um ano atrás, se tornou minha terapia, meu momentinho saudável. Sabem o que mais gosto a respeito de mãos e pés (apesar de achar foto de pé uma coisa meio desnecessária)? Eles parecem engordar e envelhecer bem menos que o resto de mim.
                   Quase parei de tirar as cutículas, adoro minhas unhas curtinhas e quadradinhas. Perdi a conta da minha coleção de vidrinhos já faz tempo, quando já tinha bem mais de 100, mas tenho momentos de desapego, então não sei se isso quer dizer alguma coisa. Adoro fazer tardes de meninas com as amigas e brincar com esmaltinhos! (Estou louca pra fazer uma com vc, Ana!)
                   O bonito da foto é meu primeiro OPI de vidrão. Presentinho de NY da Rapha, meu favorito da coleção Pirates of the Caribbean, o Skull and Glossbones é um cinza pastel sujinho de beje. Adoro cinza, mas são bem poucos os esmaltes dessa cor que eu curto na minha pele. Cismo que alguma coisa ali está parecendo encardida e eu sou triste quando encasqueto com alguma coisa. Mas voltando e este belezinha aqui, achei discreto e diferente! Quanto a ser um OPI, o pincel é ótimo, a cobertura é boa (foram 3 camadas, mas por incompetência minha) e o cheiro é suave. Durou igual com e sem top coat, e com brilho, mas eu sou viciada e prefiro o acabamento do top coat, além de ter ficado com nail art de lençol na mão que ficou sem (não vou culpar o esmalte por ter demorado pra secar porque quem passou 3 camadas fui eu...). Enfim, gostei e amei!
                   Acho que na segunda foto a cor saiu mais fiel, na primeira tinha muita luz. E ainda tem mais de onde veio esse...

29 novembro 2011

Quem?

Ana é brasileira mas vive nos EUA, casada com um iraniano, e mãe da Izzie que é americana. É engenheira, com mestrado e doutorado em Geotecnia, dá aulas numa Universidade mas acha que queria mesmo era ser artista. Naturalmente quase loira, cosmeticamente camaleoa. Uma talentosa control freak, feroz e protetora como uma leoa.
Gi é brasileira, solteira, vive com 4 filhos peludos – 2 caninos e 2 felinos. É médica psiquiatra, trabalha num hospital militar e faz trabalho voluntário com cães em situação de risco. Eternamente acima do peso desejado e recomendado e consertando o defeitinho de nascença de não ter nascido ruiva. É workaholic, sutil como um elefantinho e coração mole enrustida.
O que essas 2 mulheres têm em comum? Bem, elas têm a mesma idade, são insuportavelmente mandonas, nasceram na mesma cidade, estudaram na mesma escola e dividem uma amizade de 25 anos (abafa o caso). Além, é claro, de estarem ambas pirando com a proximidade dos 40 anos, cada uma do seu jeito. Esse blog é mais um jeito que as duas amigas encontraram de estar juntas em seus momentos de “crise”, mesmo com toda a distância.
                   Aqui vamos rir e nos emocionar muito juntas, né, amiga?
                   Visitas e pitacos são bem vindos.

Por quê?

                               Pelo menos pra mim, tudo tem que ter um motivo, então tem que haver um motivo pra eu começar a escrever um blog. Ok, eu sempre gostei de escrever, toda a torcida do Atlético (RIP) sabe disso, mas não escrevo muito há... vamos ver, DÉCADAS, se for pra ser totalmente sincera. A ideia original é da Ana, primeiro roubada e agora compartilhada, de viver a nossa crise de meia idade por escrito. E assim garantimos pelo menos uma leitora assídua para cada!
                               Pra mim a coisa surgiu meio como um espirro, uma coceirinha no nariz e... tinha que explodir AGORA! A data de hoje é importante. Hoje faz um ano que minha vida virou do avesso. A sensação é daquelas séries de ficção científica de ser jogada numa realidade paralela, algo como se descobrir dentro de um quadro de Salvador Dalí ou naquele sonho em que vc vai pra escola descalça e usando um pijama de flanela estampado com mamadeirinhas e chocalhos. A verdade é que perdi meu direito sagrado de ser criança de um dia pro outro. E no dia seguinte descobri que estava velha...
                               Nesses 365 dias muita coisa mudou na minha vida e em mim. Descobri amigos que eu nem imaginava, perdi a confiança em pessoas que amava, estou adestrando meu monstrinho duochrome, pinto as unhas cada vez melhor, procuro não perder nenhuma oportunidade de declarar meu amor às pessoas que amo e percebi que o traço do delineador aumenta a cada dia... Isso me fez lembrar de uma amiga que diz coisas esplendidamente engraçadas, e diz sempre que inveja a pele dos adolescentes, que ainda produzem colágeno (oi, Rapha). O traço do meu delineador e peculiaridades (não muito lisonjeiras talvez) da minha pele, que eu percebi neste ano, deram origem ao nome deste blog. É uma coisinha em muitas, mas pra mim, este foi “O Ano em que Deixei de Produzir Colágeno”, ou pelo menos me dei conta disso.
Agora precisamos nos adaptar à duríssima realidade de não sermos mais adolescentes e aprendermos a nos orgulhar das mulheres fantásticas que nos tornamos. Mesmo que agora sem muito colágeno...