29 novembro 2011

Por quê?

                               Pelo menos pra mim, tudo tem que ter um motivo, então tem que haver um motivo pra eu começar a escrever um blog. Ok, eu sempre gostei de escrever, toda a torcida do Atlético (RIP) sabe disso, mas não escrevo muito há... vamos ver, DÉCADAS, se for pra ser totalmente sincera. A ideia original é da Ana, primeiro roubada e agora compartilhada, de viver a nossa crise de meia idade por escrito. E assim garantimos pelo menos uma leitora assídua para cada!
                               Pra mim a coisa surgiu meio como um espirro, uma coceirinha no nariz e... tinha que explodir AGORA! A data de hoje é importante. Hoje faz um ano que minha vida virou do avesso. A sensação é daquelas séries de ficção científica de ser jogada numa realidade paralela, algo como se descobrir dentro de um quadro de Salvador Dalí ou naquele sonho em que vc vai pra escola descalça e usando um pijama de flanela estampado com mamadeirinhas e chocalhos. A verdade é que perdi meu direito sagrado de ser criança de um dia pro outro. E no dia seguinte descobri que estava velha...
                               Nesses 365 dias muita coisa mudou na minha vida e em mim. Descobri amigos que eu nem imaginava, perdi a confiança em pessoas que amava, estou adestrando meu monstrinho duochrome, pinto as unhas cada vez melhor, procuro não perder nenhuma oportunidade de declarar meu amor às pessoas que amo e percebi que o traço do delineador aumenta a cada dia... Isso me fez lembrar de uma amiga que diz coisas esplendidamente engraçadas, e diz sempre que inveja a pele dos adolescentes, que ainda produzem colágeno (oi, Rapha). O traço do meu delineador e peculiaridades (não muito lisonjeiras talvez) da minha pele, que eu percebi neste ano, deram origem ao nome deste blog. É uma coisinha em muitas, mas pra mim, este foi “O Ano em que Deixei de Produzir Colágeno”, ou pelo menos me dei conta disso.
Agora precisamos nos adaptar à duríssima realidade de não sermos mais adolescentes e aprendermos a nos orgulhar das mulheres fantásticas que nos tornamos. Mesmo que agora sem muito colágeno...

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